Por que o Facebook não vale $104bi

O querido Sr. Razende mandou essa inspiradora notícia para ilustrar o que se fala em Essa empresa reluz como ouro!. Oras, as DotCom estão indo muito bem nas bolsas, obrigada. Abrir capital para que o cardume pague a conta mais parece história de comunista paranóico. Imagine, que ultraje! Mas veja bem, um caro colega analista (sim, uma sardinha profissional) me declara suas expectativas para o primeiro dia de FB na NASDAQ: “Creio que qualquer valor acima de 50% fará com que o IPO [do Facebook] seja considerado bem-sucedido; qualquer número menor seria frustrante”, disse o analista Jim Krapfel, do Morningstar. Pois bem, ele deve ter ficado frustrado com a impressionante (ufa!) alta de 0,97%. Alguém já está pagando o almoço do Zuckerberg.


Com ou sem Twitter

A Revolução no Egito resultou da falta do Twitter e não o contrário. Afinal, quem está nas redes sociais, não está revolucionando o mundo. [...] É assim que  Navid Hassanpour quebra dois tabus num texto só: publicou a primeira e única página da história do Le Monde Diplomatique Brasil que não traz conteúdo irrelevante num viés tendenciosamente revolucionário e, ao mesmo tempo, publicou a primeira análise comunicóloga que (vá-se lá entender o porquê!) resolveu analisar fatos. Leia o texto e a análise completa clicando aqui.


Não diga não ao não!

Sei que estou ficando velha e rabugenta, mas simplesmente não suporto mais nenhuma dupla negação. Será que não tinha nenhum estagiário competente na Prefeitura de São Paulo? Só unzinho bastava para não deixar nenhum desses absurdos de coesão passarem batidos. Afinal, só alguém que não domina absolutamente nada de comunicação poderia não ver nada de errado com essas frases. Esse tipo de construção que esbanja negações nunca ajuda ninguém a se expressar. Fica aí a lição: negar a negação é a mesma coisa que negar a negação da afirmação. E não me venha com nenhuma desculpinha esfarrapada: “é usual, é a linguagem do povo”. Se a voz do povo é a voz de Deus, então Deus não fala nada bonito.


Essa empresa reluz como ouro!

Como uma empresa que nunca rendeu um único centavo, tem apenas um escritório em San Francisco, treze empregados, somente um produto (e ainda distribuído gratuitamente!) pode valer um bilhão de dólares? Simples: porque alguém pagou um bilhão de dólares por ela. [...] Hoje, comprar uma empresa é como investir em ouro. O ouro não se multiplica, não dá frutos, não rende juros, nem lucra. Ele valoriza. As empresas também são assim. [...] Só que, em algum lugar, alguma hora, alguém vai ter de pagar essa conta. Leia o ensaio completo.


#BrasilLaico

Taí! Uma campanha divertida e cheia de papéis coloridinhos. Essa A Lavanderia aprova: podem rasurar com os deuses, pessoas, personagens, nomes e objetos que quiserem. Vale Goku, Michel Teló, Google Translate, Tupã ou Bolsonaro. Pode ser até Jesus ou Adonai. Só não pode amarelar porque é subversão. Subversão é a falta de liberdade constitucional de crença, pensamento e expressão. Louvado seja o #BrasilLaico!

Obs. Laico é originalmente sinônimo de leigo, tendo como oposto algo ou alguém religiosamente estudado. Mas a conotação popular e a tomada pelo movimento #BrasilLaico, é a de laico como isenção religiosa. Mesmo sendo etimologicamente equivocado, A Lavanderia surfa na mesma onda.


O falso silogismo

Que A Lavanderia vive de falsos silogismos, isso todos sabem. [...] Mas ela ainda é moleque nessa arte. Se alguém nesse mundo pode dizer-se Capitão Nascimento no assunto, só poderiam ser os revolucionários da USP. [...] A notícia pode ser velha, mas piada boa nunca perde a graça. A Lavanderia apoia plenamente um campus livre dos sobversivos dos policiais militares! E, incondicionalmente, exige a transferência desse efetivo para as redondezas d’A Lavanderia. Já fomos assaltados a torto e a direito, por cima, pelos lados e principalmente pela porta da frente. Leia o ensaio completo.


Um ano d’A Lavanderia!

Oba! A Lavanderia comemora hoje seu primeiro aniversário! Curiosamente, é também hoje a inauguração de sua novíssima filial na capital paulista. (Viva!) Algo que deve, supõe-se, aproximar leitores paulistanos e pautas paulistanas. Assim, descobriremos (torço para que você faça parte dessa primeira pessoa do plural) os novos rumos, os novos temas e arruaças intelectuais que devem ocorrer por essas páginas amarelas.

Imagino que agora seja o momento ideal para agradecer aos leitores que por aqui passaram, mas, principalmente, aos que aqui sempre retornam. Obrigado e voltem sempre! Agradeço também às palavras de incentivo, mas mais às de desincentivo. Quanto mais agressividade, mais audiência! hahahahaha Não posso falar do que vem por aí, dos planos ou novos desafios a serem encarados, pois A Lavanderia não tem plano estratégico ou rumo a seguir. Ela é construída texto a texto, apenas um depósito de discursos rotos.

Há algumas semanas, procuro algo grandioso para publicar nessa data especial e, depois de tantos possíveis assuntos filosóficos, políticos e sociais que me ocorreram, lembrei-me do algo que está acima de tudo. Ou que deveria estar, pois qual é o sentido de tantas e tantas linhas percorridas, se elas não fazem os humanos mais satisfeitos com a própria existência? Vamos, então, falar de… Deus! Hahahaha Ok, essa foi a primeira piada d’A Lavanderia e, fica evidente o porquê, é também a última.

Voltando, de todos os bons assuntos que discutimos nessa vida, tão pouco ou quase nada versa sobre a felicidade. (Lavanderia hedonista de merda!) Nem a política, a economia, a comunicação, a filosofia, a sociologia ou a antropologia versam sobre a felicidade. Sistemas econômicos, epistemologia, transportes coletivos, preconceitos, educação, ética ou mesmo a cura do câncer implicam em felicidade. Em todo o mundo, nenhuma disciplina versa sobre ela. Ainda não inventaram a Eudaimologia, pois a felicidade, ah!, ela é mesmo uma indisciplinada!

Então, a comemoração de um ano não trará grandiosidade e engenhosidade lógica. Não será construída em argumentos e contra-argumentos, estatísticas ou cálculos. Será composta pela definição lavandeira dela, a felicidade.

E é isso aí. Muitas felicidades e anos de vida!

Iuri


A tal da felicidade

Para A Lavanderia, ninguém é mais feliz que o outro. Todos são igualmente felizes, e não por providência divina ou conspiração dos cosmos, mas por necessidade ontológica (ligada a própria existência). [...] A felicidade necessariamente cria essa força contrária. Nada é só alegrias e bem-bom. Mesmo que o único problema seja a responsabilidade e preocupação em perder aquilo que se ganhou, pois encontrar o amor de sua vida implica correr o risco de perdê-lo. Leia o texto inteiro clicando aqui!


Arrogantes uni-vos!

Se julgar o preconceito é ironicamente preconceituoso, é igualmente contraditório apontar a arrogância de alguém. [...] Nem precisa dizer que “ninguém é humilde dizendo ser mais humilde”. Por lógica matemática, “qualquer é arrogante dizendo ser menos arrogante” e “qualquer é humilde dizendo ser mais arrogante”. [...] A Lavanderia tem o prazer de apresentar o Manifesto Super-humildista, que denomina e diferencia duas humildades: a sub-humildade (uma humildade simulada) e a super-humildade (uma humildade arrogante). [...] Se a arrogância é a superestimação daquilo que se é e aquilo que se tem, ser super-humilde significa ser arrogante.  Leia o Manifesto!


A pontualidade brasileira

Existe esse mito de que brasileiros não são pontuais, mas (como acaba de ser afirmado) é mito. Somos extremamente pontuais, centihoristicamente precisos no fim de expediente. 55, 56, 57, 58, 59: 18h. Tchau, até amanhã. Os britânicos, suíços e nipônicos que nos desculpem, a pontualidade brasileira é insuperável.


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